E então, de repente, PUF. Você partiu.

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Hoje eu entendo quando você me dizia o quão grudento eu era, tentava me provar por A+B que eu sou um psicopata ciumento a ponto de me jogar do oitavo andar de algum prédio popular por ai. Aprendi que a saudade é a linha mais curta do sofrimento e, que você não se importa se eu não mandar uma mensagem de bom dia.

É tão engraçado quando lembro como você classificava as musicas que ouvíamos: “Essa é sexy demais para o momento, Essa me dá sono, Essa é perfeita”.

Lembrar você me faz pensar besteira, principalmente em dias de chuva e noites monótonas, com seu cheiro suave e salgado em meu travesseiro.

Pensei em te ligar e dizer que sinto sua falta. Pensei em mandar uma mensagem. Pensei em te visitar. Pensei em te buscar no trabalho. Pensei em tantas coisas, mas não fiz nenhuma, sabe por quê?

Porque aprendi que se até hoje você não me procurou é porque não sente minha falta. Porque eu te procurei e sequer você se importou. Quando alguém me perguntar de você, irei dizer “quem é esse?” Mesmo sabendo quem você foi e mesmo te conhecendo mais do que muitas pessoas. Eu irei negar quem sabe assim eu consiga te esquecer do mesmo modo que você me esqueceu.

Ontem, fui à um barzinho dá cidade, fumei como se não existisse mais pulmões e lembrei o quanto você odiava meu cheiro de cigarro. Bebi achando que meus fígados já estivessem acostumados, e recordei que você odiava meu lado bêbado, pois eu era chato e trazia à tona, minha fase melancólica e gritante. E que você cansou de me avisar que era ridículo.

Voltei para casa com a sensação de fracasso, minha meta era te esquecer apenas por algumas horas, e de novo não consegui. Ingênuo eu, que achei que a vida era feita de novas experiências, e que com elas, as velhas se vão. Depois de algum tempo, entendi. Ninguém quer tirar do coração o que já fez bem algum dia.

Mas sabe o que é mais perturbador para mim? Nós nos dávamos bem, cada um com o seu jeito de viver, que se não fosse diferente provavelmente não se cruzariam nessas esquinas da vida.

Ok. Tudo bem. Não estou dizendo que éramos acostumados a “idas e vindas” O que quero dizer, é que gostei de você mesmo antes de te conhecer. Eu te achei interessante mesmo antes da nossa primeira conversa e eu sabia que iria sofrer, mesmo antes de você partir. E então de repente, PUF. Pronto, você partiu.

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