Quando foi que perdi meu amor próprio e nem percebi?

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   Sabe quando você consegue desenvolver todo sentimento possível por uma única a pessoa? Quando você tem vontade de dar um tiro nela, e ao mesmo tempo quer beija-lá?
   É tão singular, quando o amor não é recíproco, ele se torna obsessão! Mas agora me explique uma coisa, se você não me quer, porque vive atrás de mim como uma sombra que me persegue num beco de esquina?
   Esta bem que nossa história não durou tanto tempo assim, não foram meses de idas ao shopping, nem lanches matinais na cama, não fomos ao cinema, nem se quer nos presenteamos.  Percorremos nossa trajetória desse jeito, que se não fosse torto, não seria nosso.
   Teve noites de conchinhas e pé gelado nas costas, teve filme na cama e conversas produtivas, jantas e almoços, cócegas e massagens, brigas e choro, muito choro.



   Às vezes olho no espelho e me pergunto: "Quando foi que perdi meu amor próprio e nem percebi? Cadê minha valorização? Minha autoestima?" Você não me quer, mas eu te quero, e nesse momento isso basta. Escrevo desistindo de tudo, desistindo do que vivemos e do que poderíamos viver algum dia, desisto de jogos e dramas, desisto desse seu jeito Boy Style que me conquistou, e de suas fases paradoxais que me enlouqueceram, assim como desisto de desistir de você.
   É que a verdade segue nua e crua: Eu só quero receber uma mísera mensagem sua, qualquer coisa que me de um sinal de esperança. Algo do tipo: “Ok, eu gosto de você e podemos voltar a ficar”
   Porém, surge toda questão oposta ao meu mundo, surge o seu lado orgulhoso e "mesquinho" que já cansou de me avisar pra ir embora. Junto com suas malas de desprezo, vai minha agonia de querer tudo certo no meu canto e, com isso, persegue minha força de vontade de dizer “Dessa vez vai dar certo, tenho certeza disso”.


   Pensando bem, isso é tão tosco quanto irrelevante, quando a gente ignora a razão de um problema, ele vira bola de neve, e as chances dele voltar com tudo e nos esmagar de uma vez só, são enormes. É aí que reside o maior problema em tentar de novo: Nós não podemos simplesmente varrer pra baixo do tapete algo que deu errado.
   E assim mais uma noite se vai, com uma mistura de saudades e orgulho. É como se Santorine cantasse para mim em meu ouvido. Minha trilha sonora que, se não fosse tão dramática, não seria minha,“Esqueça vá procurar o seu caminho, que hoje eu to bem melhor sozinho, cansei de me iludir e ser usado, só lembre do que foi bom no passado”

  Coloco meu fone de ouvido como se abafasse o sentimento, como se eu não soubesse que amanhã o dia começa de novo e o roteiro se reestrutura com uma dose a mais de arrependimento aqui, e uma de orgulho e ali.  

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