Quem disse tudo que queria hoje, acordará melhor amanhã.

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   Não é novidade que o tempo sempre foi um problema para a maioria das pessoas, depois eu faço, depois eu falo, depois eu vejo, depois eu dou, depois eu abraço, depois eu beijo, depois eu te ligo.” E não ligou.  As pessoas são focadas naquilo que ainda não tem, valorizam mais “a grama do vizinho” do que é própria. E não se culpe, sempre foi assim.
     É sempre fácil esperar aquele sábado a noite, onde na sua cabeça, a balada, os amigos e as bebidas são uma certeza incontestável... Você se programa a semana inteirinha para o cinema do domingo e já projeta esquemas para o beijo de sexta-feira a noite, compra ingressos com três meses de antecedência para o show da sua vida e promete visitar a sua vó nas férias do fim ano. Fala que vai ligar amanhã para aquela garota que você está gostando, e com muita convicção diz que vai contar tudo o que está sentindo, besteira.
   Acorda pela manhã reclamando de tudo e de todos — Que ódio, que agonia, que vida. — Segunda-feira? Inferno. Terça-feira? Cansativa. Quarta-feira? Estou morrendo, mas acredito que possa aguentar. Quinta-feira? Está chegando,  graças a Deus. Sexta-feira? Enfim, descanso. Sábado? Agora eu vou viver.  Domingo? Eu sinceramente odeio domingos.  Então você quer me dizer que, “sobrevive” por uma semana pra tentar viver por no máximo dois dias? Soa até engraçado. Sobreviver para viver.
   O problema da maioria pessoas é não valorizar o agora. —  “Vamos beber um café? Talvez um chá? Quer almoçar comigo? Vem aqui e me da um abraço! Hoje você nem me deu bom dia! Eu te amo mãe! Liguei porque eu estava com saudade de ouvir a sua voz. Como você realmente está? Estou pronto para te ouvir! Só estou aqui para lembrar o quanto você é importante pra mim e o quanto eu odiaria perder você. Tu é guerreira mulher, te admiro muito. Adoro estar na sua presença e não sei o que faria na sua ausência. Só queria dizer a você muito obrigado por sorrir todas as manhãs quando eu passo pela portaria, acredite ou não, faz uma diferença enorme no meu dia. Já falei que adoro o som da sua risada? É contagiante. Eu te amo. ” —  Dói, não é verdade? Claro que não, você ainda está preocupado demais com o sábado a noite e não vai lembrar de dizer o quanto ama as pessoas que estão ao seu redor. 
     Quero te dizer, de uma forma um pouco pesada, que você pode não ter a chance de repetir nada disso daqui a 10 segundos, ou menos.  A morte é tão rápida e tão natural quanto à forma que respiramos. Uma hora está ali, outra hora não está mais e você vai ser obrigado a aprender a conviver com isso.  Dói não é verdade? Se você já perdeu alguém, provavelmente há assuntos inacabados e que você daria o mundo para poder finda-los. Inútil. Não vai poder mais. Pare de se iludir e dizer que “O que eu não terminar nessa vida, termino na próxima”.  Não deixe que suas últimas palavras sejam “Vá em paz”, não espere ter que escrever sobre a morte de alguém, é mais fácil agora.


Lembre-se sempre, agora está aqui e agora não está mais


 

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